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01/06 - Vidas negras ainda não importam




Na sua essência mais absoluta, o racismo é o processo de desumanizar o outro. Faz o racista, assim, uma escala que vai do eu-humano ao outro-animal.

Há ainda hoje um claro ordenamento dos subgrupos humanos. Quem está no topo dessa pirâmide é o branco.

O negro, por sua vez, é o que usualmente ocupa o patamar mais baixo desse edifício abominável. .Nenhum grupo étnico foi mais desumanizado ao longo dos últimos cinco séculos do que os negros.

Ainda hoje a ofensa tradicional dirigida contra um negro é chamá-lo de “macaco” (ofensa particularmente comum nos campos de futebol). Usando-se esse termo, o agressor deixa claro que não reconhece o caráter humano daquele indivíduo.

“O negro é um bicho e assim deve ser tratado”, afirma o racista.

A escravidão aparece ao longo da história humana em diversas formas e cores. Mas do século XVI ao século XIX – quando o trabalho escravo passa a ser usado para mover grandes engrenagens do sistema capitalista – o termo “escravo” passou a ser um sinônimo de “negro”.

Nos EUA a escravidão só foi revogada em 1865. No Brasil, arrastamos essa vergonha até um pouco mais adiante; 1888.

A escravidão é a desumanização absoluta do indivíduo. O negro é agora uma mercadoria, um animal de carga, um ativo na empresa do branco.

Mas o fim legal da escravidão não implicou em uma incorporação absoluta dos negros. Nem lá, nem cá.

“A escravidão permanecerá por muito tempo como a característica nacional do Brasil”, profetizou Joaquim Nabuco em 1900. O mesmo vale para os EUA.

Ainda em meados do século passado nos EUA – já principal potência capitalista – era, por exemplo, proibido a relação sexual entre pessoas de “raças diferentes”. Aqui o legislador temia, antes de tudo, que uma mulher branca se entregasse a um homem negro, a um “não-humano”. .Deitar-se com um “não-humano” significava macular-se de maneira indelével.

O segregacionismo contra o qual se ergueram gigantes como Rosa Parks e Martin Luther King era uma manifestação legal e cultural do entendimento do negro como um ser inferior ao branco.

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